Sobre a Pesquisa
A pesquisa aponta que o avanço da chamada economia prateada não é apenas uma tendência demográfica, mas uma transformação estrutural no comportamento de consumo — e, dentro desse contexto, as mulheres acima de 40 anos assumem um papel central.
No Brasil, esse público representa aproximadamente 38 a 40 milhões de mulheres, com forte influência direta na economia. Elas são responsáveis, de forma total ou compartilhada, por cerca de 85% das decisões de compra do lar, além de concentrarem uma parcela significativa da renda familiar estável.
Mais do que consumidoras, essas mulheres atuam como gestoras de decisão, influenciando múltiplas categorias de consumo — desde itens básicos até serviços mais complexos, como saúde, educação e bem-estar.
A pesquisa também destaca que esse grupo vive um momento específico da vida marcado por transições relevantes, como menopausa, reorganização familiar (filhos saindo de casa ou novas dinâmicas familiares) e mudanças de carreira. Essas transformações impactam diretamente suas prioridades, comportamentos e escolhas de consumo.
Outro ponto central é a forte conexão entre bem-estar, autonomia e decisão de compra. Diferente de outros perfis, esse público não consome apenas por necessidade ou impulso, mas com base em propósito, qualidade de vida e construção de equilíbrio pessoal e profissional.
Isso reforça um dado estratégico importante:
essas mulheres não apenas consomem mais — elas tomam decisões que impactam todo o núcleo ao seu redor.
Portanto, o crescimento desse público não representa apenas aumento de mercado, mas uma mudança no centro de influência econômica, consolidando as mulheres 40+ como um dos principais vetores de decisão e consumo na economia atual.
Fontes: IBGE, NielsenIQ Brasil e McKinsey (relatórios adaptados sobre a economia feminina global).
